Santiago Bernabéu, Madri, Espanha. No placar, Bayern München 0 x 2 Inter.
O verdadeiro catenaccio armado por José Mourinho. Implacável. Diego Milito marcou dois gols em duas oportunidades de fazê-lo.
Diz Vitor Birner: “(Os italianos) São mestres nisso, assim como no futebol pré-globalizado ninguém tinha disciplina tática e chutes de fora tal qual alemães, nenhuma seleção trocava passes como os argentinos, ou era perigosa na bola aérea como os ingleses, ou tinha capacidade criativa e de improviso brasileira.”
Interessante é que a Inter utilizou apenas um italiano na partida: Marco Materazzi, que entrou nos acréscimos do segundo tempo. Mou conseguiu tirar o melhor de cada jogador para formar o sólido esquema defensivo.

Na decisão, Cambiasso foi um monstro. Sneijder parecia Neeskens, atacando por todos os lados e completando a linha do meio-campo. Milito, mesmo sozinho no ataque, fazia Van Buyten e Demichelis tremer. Os zagueiros do Bayern são ótimos no alto. Mas pelo chão…
Eto’o, que veio à Inter no lugar de Ibrahimovic, não teve o papel de goleador em Milão como teve na Catalunha. Mas mesmo assim foi peça-chave no time. O camaronês era o segundo atacante, o ponta-direita e o meia-direita. Na final, incumbiu de parar Altintop, que atacava Maicon.
Robben, o jogador d’oro da Baviera, tentou, tentou; mas romou. Chivu, substituindo Thiago Motta, suspenso, parecia com medo de marcar do holandês, mas o fez direitinho. E também o fez corretamente com Lahm, o “segundo” ponta-lateral do time alemão.
Um time, mais Diego Milito
Atacante argentino de 30 anos. Matador. Foi contratado junto ao Genoa após grande temporada – marcando 24 gols no Calcio. Milito firmou-se titular, e conseguiu a proeza de marcar nas três finais de 2009-10: Coppa Italia, contra a Roma; última rodada da Serie A, contra o Siena; e a doppietta na Champions League.
Mão também de Mourinho, que pediu a contratação do atacante. Como foi a de Thiago Motta, Lúcio e, principalmente, do esquecido Wesley Sneijder, encostado no Real Madrid.
A Inter conseguiu voltar ao topo da Europa, fato que não conseguia desde 1965, após o bicampeonato europeu sob comando do argentino Helenio Herrera e presidência de Angelo Moratti, pai de Massimo. E voltou com classe, eliminando os campeões espanhol (Barcelona), inglês (Chelsea) e alemão (Bayern).
O português deixa os nerazzurri com a inédita Tríplice Coroa. Com a verdadeira Tríplice pois o Milan – em três oportunidades – e a Juventus conquistaram a Supercopa Europeia, a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes em uma mesma temporada.
Agora, a galáxia do Real Madrid te espera – e Maicon? E Sneijder? Ciao, Mourinho. Il sogno nerazzurri foi realizado; chorado.











