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'Il Capitano' evitou o título antecipado da Inter

Por um Totti a Internazionale já não comemorou a conquista do scudetto, hoje (ontem, pois já é meia-noite). A Roma venceu o Cagliari, no Olímpico, por 2 a 1 e continua viva na luta pelo título italiano.

Mas foi sofrido. O Cagliari abdicou o direito de atacar. Entrou em campo para segurar o empate. Uma cobrança de falta quase definiu a partida, pois Lazzari achou o canto do gol de Julio Sérgio.

Blitze giallorossi. Totti não conseguiu estufar a rede enquanto Lupatelli estava no chão. Torcedores romanos desesperados. Mas o trequartista empatou e virou o jogo para a Roma.

O susto, o alívio, e o susto novamente

Cambiasso comemora com Milito o quase-título

No Giuseppe Meazza, a Internazionale recebeu o Chievo Verona, que começou na frente. A zaga nerazzurri vacilou e Thiago Motta marcou contra. Um minuto mais tarde, o invejoso Mantovani também marcou contra a própria baliza, empatando o jogo.

Esteban Cambiasso, Diego Milito – com um golaço – e Mario Balotelli tornaram o jogo sem graça, quando a Inter abriu 4 a 1 aos 7 minutos do segundo tempo. Granoche, que estava sumido na partida, resolveu dar um pouco mais de emoção ao diminuir. Pellissier também fez o seu, mas a equipe milanista segurou o resultado.

A decisão

Na rodada derradeira, a Inter enfrenta o já rebaixado Siena no Artemio Franchi, enquanto a Roma visita o Chievo no Marc’antonio Bentegodi. Para conquistar o quarto título de sua história, os giallorossi torcem, no mínimo, por um Massimo Maccarone inspirado e um empate do rival líder do campeonato, pois a Roma tem vantagem no confronto direto.

No primeiro turno, a Inter venceu por 4 a 3 com gol de Samuel no último minuto da partida.

Classificação: Inter 79, Roma 77, Milan 67, Sampdoria 64, Palermo 62, Napoli 59, Juventus 55, Genoa 51, Parma 49, Fiorentina 47, Bari 47, Udinese 44, Chievo 44, Cagliari 43, Lazio 43, Catania 42, Bologna 41, Atalanta 35, Siena 31, Livorno 29.

+ Calcio

Mais algumas sobre a 35ª giornata do Calcio:
O Livorno venceu por 3 a 1 o Catania. Cristiano Lucarelli marcou um golaço – o terceiro tento do time da Toscana. Mas a obra-prima foi sul-americana. Maxi “La Barbie” López marcou o gol de honra com uma meia-bicicleta.

* * *

E essa foi a imagem do final de semana. Ao centro, Mario Balotelli, o atacante-problema da Inter de Milão, assistiu o jogo entre Brescia e Reggina pela Serie B. Ainda sem punição. Ainda sob contrato com o time nerazzurri.

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Milito comemora com Maicon o gol da vitória memorável da Inter contra o Barça

Passaram-se dois dias da vitória da Inter sobre o Barcelona no Giuseppe Meazza. Uma vitória maiúscula.

Pedro colocou o time espanhol na frente do marcador, mas Sneijder, Maicon e Milito decretaram a derrota do Barcelona.

A queda prematura do Barcelona levou-me a questionar o time de Mourinho. O técnico, que foi a melhor contratação da Era Moratti, pode ter vacilado no Calcio, mas aprendeu a jogar na Champions League.

Na fase de grupos, os nerazzurri foram uma equipe mediana. Após a vitória de 1 a 0 no jogo de volta sobre o Chelsea, no Stamford Bridge, foi visto outra Inter. Uma totalmente modificada. Dentro e fora de campo.

Wesley Sneijder tomou conta do meio-campo interista e parou Xavi. Thiago Motta (e Cambiasso) pôs fim ao baile de Lionel Messi na UCL. Pandev e Eto’o aprenderam novas funções – defensivas.

A Inter, de hoje, sabe atacar muito bem e defender melhor ainda.

Ao entrevistar algumas pessoas, descobri que muitas acreditam que a Inter teve sorte no Giuseppe Meazza. Eu não concordo. Um time que perdeu apenas uma partida das 18 na Itália para times espanhóis tem muita moral. Outras acreditam no favorecimento da arbitragem.

O jornal espanhol-catalão “Sport” tinha na manchete: “Roubo à Italiana: Inter e arbitragem derrotam o Barça”. O “Mundo Desportivo” escreveu em letras garrafais: “Atraco!” (assalto em espanhol).

Os catalães têm do que reclamar. Diego Milito estava impedido no terceiro gol. Olegário Benquerença não marcou um pênalti de Sneijder em Daniel Alves. Um pênalti bem discutível.

O que eles não podem reclamar é que a Inter jogou melhor que o Barcelona. E a vantagem conquistada na Itália foi incrível. Uma vitória, enfim, para toda a Bota.

Mas…

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O “suicídio público” de Super Mario. Ele pode estar com os dias contados na Inter

Tinham que estragar a festa da Inter. Seu nome: Mario Balotelli. Aquele mesmo que já tinha sido afastado do time por discutir com José Mourinho. Aquele mesmo que apareceu em um programa de TV com a camisa do Milan.

O atacante substituiu Milito, que deu a vida argentina pelo time e saiu com cãimbras, e não correspondeu. Não segurou a bola na frente e fez corpo mole. Os tifosi começaram a vaiar e Balotelli perdeu a paciência. No término da partida, ele atirou sua camisa no gramado e fez gestos obscenos para a torcida.

Zlatan Ibrahimovic, ex-atacante da Inter agora defendendo as cores do Barcelona, revelou que Marco Materazzi agrediu Balotelli no túnel dos vestiários.

- No fim do jogo, em vez de celebrar a vitória com o resto dos companheiros, ele correu atrás de Balotelli pelo túnel e o agrediu como eu nunca vi em minha carreira.

O sueco, que sofreu nas mãos, pés, joelhos e tudo o que viesse na encomenda de Materazzi quando jogava pela Juventus, provocou o italiano.

- Se Materazzi me tivesse atacado daquela forma, eu teria respondido num segundo! Materazzi causou todo o tipo de problemas e nós, do Barcelona, estamos estupefatos. Um jogador deve ter orgulho em vencer e não perseguir um jovem de 19 anos para o repreender.

Fala Leonardo Bertozzi, editor do site Trivela: “Balotelli é talentoso acima da média dos jogadores italianos, mas é um completo idiota.”

A vida segue para ambos os jogadores. Balotelli deve receber uma alta multa, mas permanece no time até o fim da temporada pois Moratti quer. A premissa do Robinho italiano já foi dada.

Fala Nelson Oliveira, do blog Quatrotratti: “Parece mais do que claro que não há mais clima para o jogador no clube, embora Moratti insista em blindá-lo.”

A Internazionale apresentou um bom futebol diante do Livorno, venceu por 3 a 0 e fica na liderança do Calcio por mais uma rodada.

Vi muitos lugares enaltecendo Samuel Eto’o e seu gol de bicicleta. Pandev também jogou bem. Mas é válido lembrar que Balotelli, novamente, ficou fora da lista dos convocados para o jogo.

Ele, que se envolveu em polêmicas durante a semana, precisa crescer. Precisa ter maturidade para vestir a camisa nerazzurri.

Balotelli tem um futuro brilhante e precisa aproveitar a chance que tem em um dos maiores times da Itália – apenas da Itália. Quantos atletas não gostariam de atuar no San Siro?

Mas são tantos os jogadores que também tinham uma carreira brilhante.  Tantos jogadores que já foram comparados com grandes atletas de outras gerações. Foi assim com José Antonio Reyes, Ryan Babel, Nicolae Mitea…

Foto: Reprodução

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Coppa Italia. Jogos únicos. Giuseppe Meazza com um bom público para o clássico Internazionale x Juventus. O adeus de Ciro Ferrara, e o José Mourinho confirmou que é o favorito a vencer a Coppa e o prêmio de melhor técnico do Calcio.

Um dos telespectadores da ESPN Brasil perguntou ao Silvio Lancelotti porque a Inter jogava com o time misto. Ele estava errado. Escalação nerazzurri: Toldo; Maicon, Lúcio, Materazzi, Santon; Zanetti, Cambiasso, Thiago Motta; Sneijder; Balotelli, Pandev.

A Juve foi a campo com o seu melhor time – que é mais fraco do que o reserva da equipe da Lombardia -: Buffon; Grygera, Cannavaro, Chiellini, Grosso; Felipe Melo, Sissoko, Candreva, De Ceglie; Diego; Amauri.

Os times pouco se estudaram até Toldo protagonizar a pataquada de fazer até Bill Cosby gargalhar. Diego recebeu pela esquerda, cortou a marcação e bateu, despretenciosamente, de fora da área. O goleiro azul deixou com que a bola passasse debaixo de suas pernas. Ele riu após o lance.

E o primeiro tempo juventino acabou aí. A dupla Sneijder-Pandev começou a jogar bola. Lances de efeito, chutes perigosos. O aniversariante do dia, Gianluigi Buffon, começava a se preocupar. Em menos de sete minutos, Sissoko errou três passes no meio-campo. Os três originaram contra-ataques; em tempo, freados.

Goran Pandev, no meio de três marcadores, conseguiu passar para Maicon, que ficou cara-a-cara com Buffon. O lateral perdeu. Buffon riu. Como sempre. Mas dessa vez foi de nervoso.

Fim de primeiro tempo com vitória parcial bianconeri.

Veio a segunda etapa e junto a pressão da Inter. Dez minutos de sufoco para a equipe de Turim, que contava com a sorte.

O tempo foi passando e o gol nerazzurri foi amadurecendo. Mourinho sacou Cambiasso para a entrada de Milito. Com três atacantes, a Inter logo deixou os zagueiros juventinos perdidos. Felipe Melo, que fez uma partida um pouco, um pouco só, melhor do que as últimas dez, cometeu falta em Maicon na entrada da área. Sneijder cobrou, a bola desviou na cabeça de Diego, enganou Buffon e Lúcio deu apenas um toque para empurrá-la para o fundo da rede.

Candreva parece estar com a cabeça ainda no Armando Picchi. Estreou na última rodada e falhou no gol de Riise. Hoje, demorou 75 minutos para entrar em campo. Quase marcou gol. E só.

E lá estava Balotelli. Ele, que foi o ‘homem da semana’, uma vez que os ultras da Juventus o xingavam, lutou os 90 minutos, correu uma barbaridade e marcou o gol da vitória.

Ferrara fez sua primeira substituição nos acréscimos do segundo tempo, tirando De Ceglie para a entrada de Paolucci. Tarde demais? Não, claro que não…

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Adeus, Ferrara. Você já fez sua história em Turim. Como jogador. Alberto Zaccheroni está perto dos limites do Olímpico novamente. Ele treinou o rival Torino entre 2006 e 2007.

* * *

Na semifinal, a Inter pega a Fiorentina, enquanto a outra equipe que terá vaga na final da Coppa Italia sairá do confronto entre Roma e Udinese.

Ciao.

Horário incomum. Chievo e Internazionale abriram a 18ª rodada do Calcio. Confesso que devido ao horário (9h30 de Brasília) perdi mais da metade do jogo. Mas foi ruim. E o jogo ruim beneficia a Internazionale, o time do futebol objetivo. Resultado: vitória dos neroazzurri por 1 a 0.

ImageHost.org O técnico José Mourinho promoveu a estreia do atacante Goran Pandev, que se desligou recentemente da Lazio. Formação tática usual: linha defensiva com quatro jogadores (Maicon, Lucio, Cordoba, Chivu); Vieira e Zanetti recuados no meio-campo, com Balotelli e Sneijder livres para armar as jogadas para o macedônio e para Milito.

O gol saiu aos 12 minutos da primeira etapa. Sneijder puxou o contra-ataque e serviu Balotelli. Sua primeira conclusão foi defendida por Sorrentino, mas foi efetivo em sua segunda tentativa.

As coisas mudaram um pouco na segunda etapa com as entradas de Materazzi (no lugar de Chivu – machucado) e Quaresma, substituindo Pandev. Cordoba foi à ala-esquerda, enquanto o português corria pelo mesmo corredor. A fase de Quaresma é tão boa que precisou de pouco mais de cinco minutos para levar o cartão amarelo. Foi pouco não foi expulso minutos depois. E ainda conseguiu errar um cruzamento de 2 metros.

E o zagueiro colombiano Yepes, do Chievo, foi o melhor jogador da partida. Mas o Chievo não venceria nem se tivesse três atletas a mais em campo.

Com um jogo a mais que o Milan, a Internazionale alcançou os 42 pontos e abriu 11 na liderança.

Ainda hoje: Atalanta x Napoli, Bari x Udinese, Cagliari x Roma, Catania x Bologna, Lazio x Livorno, Parma x Juventus, Sampdoria x Palermo e Siena x Fiorentina (ao meio-dia), e Milan x Genoa (às 17h45).

Crédito da imagem: Site Oficial da Internazionale

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