Category: Europa League


Para esquecer da péssima campanha da última temporada – a pior desde 1962 -, a Juventus começou com o pé direito em 2010-11. Enquanto os bianconeri esperam por uma improvável chegada de Dzeko e pela possível vinda de Krasic, o brasileiro Amauri dá as cartas na Liga Europa.

O adversário é o atual vice-campeão irlandês, Shamrock Rovers. E em Dublin, os brasileiros juventinos precisaram de dois minutos para balançar a rede. Marchisio puxou pelo meio, tocou para Amauri, que tabelou com Diego e bateu na saída de Mannus.

Delneri centralizou Sissoko e Marchisio, abrindo Lanzafame e Pepe. Com um meio-campo mais ofensivo, as jogadas foram facilmente trabalhadas e chances foram criadas atrás de chances. No segundo tempo, após cruzamento de Motta, Amauri marcou novamente.

A zaga, formada por Bonucci e Chiellini, ainda precisa de tempo para ser ajustada, mas não é de longe àquela da última época.

O jogo de volta da 3ª eliminatória da Liga Europa está marcado para a próxima quinta, dia 5.

Shamrock Rovers: Mannus, Sives, Price, Murray e Stevens; Chambers (Kavanagh 33′ 2ºT), Turner, Stewart, Rice (Dennehy 21′ 2ºT) e Bayly (Bradley 48′ 2ºT); Twigg.

Juventus: Storari, Motta, Bonucci, Chiellini e De Ceglie; Lanzafame (Martinez 7′ 2ºT), Sissoko, Marchisio (Ekdal 44′ 2ºT) e Pepe; Diego (Del Piero 37′ 2ºT) e Amauri.

Árbitro: David Fernández Borbalán (ESP)

Troca tudo

A Juventus tinha vencido o Fulham, em casa, por 3 a 1. Hoje, na Inglaterra, perdeu por 4 a 1. A Vecchia Signora caiu nas oitavas de final da Europa League.

Trézéguet abriu o marcador no primeiro minuto da partida. Mas Gera (duas vezes) e Zamora fizeram para o Fulham.

Clint Dempsey marcou um golaço – o quarto do time inglês. Um daqueles de ser gravado em um DVD e ser repetido inúmeras e inúmeras vezes (veja o player abaixo).

Não é possível culpar apenas um pela derrota. Antonio Chimenti, que substituiu Gigi Buffon e Alex Manninger, salvou uma goleada ainda maior.

Fabio Cannavaro, porém, foi expulso ainda no primeiro tempo. Jonathan Zebina vermelhou no segundo. Diego cometeu o pênalti convertido pelo húngaro Gera.

Felipe Melo quase foi expulso. Mas merecia. Os tifosi bianconeri, se tiverem sorte, o verão em outra equipe na próxima temporada – fato que provavelmente não ocorrerá caso Cesare Prandelli for contratado como técnico da Juventus; se o novo treinador for Rafa Benítez, Melo pode arrumar as malas.

Fora das quatro linhas, Alberto Zaccheroni errou, escalando mal o seu time.

E fora do estádio… Não se pode ter uma diretoria igual a bianconeri. Jean-Claude Blanc e seus parceiros podem arrumar outro time para cuidar. Ou outra coisa para fazer.

É necessário um novo goleiro à altura de Buffon, pois Pinsoglio e Kirev ainda são muito novos. É necessário novos zagueiros. E ainda novos meio-campistas.

A Juventus quis ser ‘galáctico’ e a única coisa que conseguiu foi a mesma que o Real Madrid conseguiu na temporada 2003/04: nada. Pelo menos os madrilenhos chegaram à final da Copa do seu país. A Juventus nem isso.

Troca tudo.

Foto: Site Oficial do Fulham

Atuação contestável nos dois jogos contra o Ajax, pela Europa League. Depois, a Juventus acumulou uma derrota – 2 a 0 para o Palermo, em casa – e uma vitória polêmica de 2 a 1 sobre a Fiorentina.

Atuando, novamente, pelo torneio continental, a Vecchia Signora venceu, com louvor, o Fulham por 3 a 1 e aproximou-se consideravalmente das quartas-de-final da competição nº2 da Europa.

Nicola Legrottaglie, Jonathan Zebina e David Trézéguet marcaram no confronto. O lateral marcou o segundo gol da sua carreira. Um golaço. Antonio Candreva jogou sua melhor partida com a camisa bianconeri.

Mas a Juventus só jogou o primeiro tempo.

Na etapa complementar, os ingleses pressionaram bastante, principalmente após a entrada do estadounidense Dempsey. Porém, o placar feito nos primeiros 45 minutos não mudaram.

Por incompetência do Fulham.

E a Juventus segue firme em busca do título da Europa League – o único que ainda pode ser conquistado. Mas é claro: só levantará o troféu caso jogue com garra, como fez no primeiro tempo no Olímpico.

APLAUSOS:
Juventus - Nicola Legrotagglie: marcou um gol de cabeça, ficou no quase após outra cobrança de escanteio e, apesar de ter visto o cartão amarelo, fez uma atuação segura na zaga.
Fulham –  Mark Schwarzer: o goleiro australiano salvou o seu time em três oportunidades claras de gol.

VAIAS:
Juventus Diego: não jogou bem.
Fulham –  Damien Duff: o principal jogador de armação fez questão de não “entrar em campo”.

Foto: Site Oficial da UEFA

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Oleguer e Alessandro Del Piero disputam bola no Olímpico

O técnico Alberto Zaccheroni modificou o esquema tático da Juventus: voltou a atuar com quatro zagueiros e três meio-campistas (Marchisio, Felipe Melo e Sissoko). E essa tática foi ineficiente no primeiro tempo.

Diego, único homem fixo na armação das jogadas, corria da direita para a esquerda mas não conseguia sair da marcação de Enoh e De Zeeuw. Uma das razões de Diego não levar perigo ao gol de Stekelenburg foi a presença de Marchisio pela direita, deixando o brasileiro isolado.

O Ajax manteve por um longo período de tempo uma maior posse de bola do que a equipe caseira. Apesar de ter uma média de 52%, os holandeses não conseguiram importunar a meta do fraco goleiro austríaco Manninger, que substituiu Gigi Buffon – que sentiu uma lesão nos dias que antecederam a partida.

Vertonghen, que jogou muito bem o primeiro jogo nas costas de Zebina. Com Grygera na marcação, o lateral-esquerdo do Godenzonen mal apoiou, assim como o ótimo lateral-direito Van der Wiel, que foi seguido de perto pelo estabanado, porém eficiente, De Ceglie.

Sem Amauri, substituído por Trèzèguet aos 14 minutos da primeira etapa, que teve um incômodo muscular, a equipe bianconeri teve suas melhores chances em bolas paradas – cobranças de escanteio, cobradas por Del Piero. Na primeira delas, Momo Sissoko escorou na trave. Enoh salvou em cima da linha o cabeceio de Chiellini e, no lance seguinte, foi a vez de Eriksen salvar, da mesma maneira, a bola desviada por Legrottaglie.

O técnico Martin Jol promoveu, na etapa complementar, a entrada de Urby Emanuelson, Rommedahl e Suk. Era tudo ou nada para o Ajax. No time da casa, Zac colocou Diego deu lugar a Mauro Camoranesi – uma substituição um pouco estranha – e Candreva substituiu Del Piero nos minutos finais.

O jogo em si foi de um nível técnico baixíssimo, beirando a mediocridade, mas o segundo tempo conseguiu ser pior que o primeiro. Bom para a Juventus. Se classificou para as oitavas de final da Liga Europa.

E que venha o Fulham.

APLAUSOS:
Juventus: Giorgio Chiellini – Um monstro na zaga. Além de ter cometido poucas – ou nenhuma – faltas, não deixou os atacantes (principalmente Pantelic) jogarem.
Ajax: Urby Emanuelson – Fez mais do que todos os outros jogadores em apenas quinze minutos em campo. Mostrou porque é titular na Eridivisie.

VAIAS:
Juventus: David Trèzèguet – Entrou no lugar de Amauri com a função de um atacante: fazer gols. Quase não tocou na bola e ainda atrapalhou Del Piero numa chance clara de gol.
Ajax: Miralem Sulejmani – Sem o artilheiro Suarez, o sérvio foi a principal referência no ataque holandês. Não jogou nem 5% do que sabe.

Ficha técnica:
Juventus: Manninger, Grygera, Legrottaglie, Chiellini, De Ceglie; Sissoko, Felipe Melo, Marchisio; Diego (Camoranesi); Amauri (Trèzèguet), Del Piero (Candreva). T: Alberto Zaccheroni
Ajax: Stekelenburg, Van der Wiel, Alderweireld, Oleguer, Vertonghen; De Jong, Enoh (Rommedahl), De Zeeuw; Eriksen, Pantelic (Emanuelson), Sulejmani (Suk). T: Martin Jol

Árbitro: Laurent Duhamel (FRA)
Cartões amarelos: Felipe Melo (JUV); Vertonghen, Enoh e Eriksen (AJA)

Foto: EFE

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A vantagem do embate era toda italiana. A Juventus, porém, chegou ao estádio de Amsterdam em desvantagem por seu retrospecto recente no Calcio e na Champions League.

Armado com três atacantes – Suarez, Sulejmani e de Jong -, o Ajax do técnico Martin Jol saiu na frente com o sérvio Sulejmani em uma jogada de contra-ataque mortal. Mas não era o dia do técnico holandês. No ano passado, quando comandava o Hamburgo, foi derrotado pelo Werder Bremen do então meia-armador Diego. Naquele jogo, além de bailar para cima dos zagueiros Alex Silva e Mathijsen, ficou entre os marcadores da partida.

Dessa vez, Alessandro Del Piero e Amauri foram os nomes da noite. Ale participou das jogadas que resultaram em dois gols do centroavante – os tentos que viraram a partida na capital da Holanda para 2 a 1 e deixou os bianconeri mais próximos das oitavas de final da Europa League.

Atuação de classe de um jogador de classe. Afora isso, Amauri teve atuação de gala, De Ceglie e Diego jogaram muito bem e Zebina, mais uma vez, desapontou. Alberto Zaccheroni parece que está no caminho certo para vencer mais alguns jogos.

* * *

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No primeiro jogo entre Panathinaikos e Roma na história dos clubes, os gregos levaram a melhor. E que vitória estupenda.

Mirko Vucinic abriu o placar no primeiro tempo. Mas foi no segundo que o jogo pegou fogo. Salpingidis empatou. Pizarro, aos 36′, colocou os giallorossi novamente na frente. Em cinco minutos, os verdes marcaram com Christodoulopoulos e Cissé.

Os jogos de volta acontecem dia 25 deste mês em Turim e Roma, respectivamente.

Fotos: Reuters e AP/LaPresse

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Em setembro de 2004, Del Piero foi titular na vitória de 1 a 0 sobre o Ajax em Amsterdam

Ajax x Juventus

Fazeam seis anos que as duas equipes não se enfrentam. No último confronto, na Champions League 2004/05 deu Juve. E foi na Holanda. Pavel Nedved foi o autor do gol solitário dos italianos.

O momento vivido pelo Ajax é muito melhor do que o da Juventus. Terceiro colocado no campeonato nacional (nove pontos atrás do líder PSV), os holandeses não perdem a oito jogos – inclusos as duas vitórias na KNVB-beker – Copa da Holanda.

Os Godenzonen têm o melhor ataque na liga doméstica com 65 gols marcados em 23 jogos e conta com a fase brilhante do atacante Luis Suárez, artilheiro da competição com 23 gols. O centroavante Marko Pantelic ainda é dúvida para a partida.

A Juventus, por sua vez, vem de uma vitória de 3 a 2 sobre o Genoa – a primeira conquistada sob o comando de Alberto Zaccheroni e a primeira depois de cinco jogos sem saber o que era vencer. Entretanto, o time italiano ainda é uma incógnita na competição do ‘segundo escalão’ da Europa.

Eliminada em um grupo relativamente fácil da Champions League, a Vecchia Signora volta a jogar nesse torneio após de dez anos. Ainda chamada de ‘UEFA Cup’, a Juve chegou até à 4ª ronda naquela oportunidade, sendo eliminada pelo Celta de Vigo com o placar agregado em 4 a 1.

A última vez que os bianconeri balançaram as redes em torneios continentais foi na vitória de 1 a 0 sobre o Maccabi Haifa (em Israel) com gol de Mauro Camoranesi. Enquanto a defesa holandesa é uma das melhores no campeonato nacional – apenas 17 gols sofridos -, o Ajax tem média de quase um gol sofrido por partida: foram oito jogos e sete tentos contra.

Holandeses e italianos se enfrentaram dez vezes na história. A Juve tem vantagem no confronto com cinco vitórias.

Prováveis escalações:
Ajax - Stekelenburg, Van der Wiel, Wertongen, Oleguer, Anita; De Zeeuw, Eriksen, Aissati; Suárez, Pantelic (Suk) e Emanuelson. T: Martin Jol
Juventus – Buffon, Zebina, Legrottaglie, Chiellini; Caceres, Melo, Sissoko, Marchisio; Diego; Del Piero e Amauri. T: Alberto Zaccheroni

Panathinaikos x Roma

Esse é o primeiro confronto oficial entre gregos e romanos. Sem perder desde novembro do ano passado – já são 20 jogos de invencibilidade -, a Roma é favorita no confronto, ainda mais porque o Panathinaikos soma nove derrotas em 18 jogos contra italianos no estádio Apostolos Nikolaidis.

Prováveis escalações:
Panathinaikos - Tzorvas; Vyntra, Kante, Sarriegi, Spiropoulos; Simao; Karagounis, Katsouranis; Ninis, Leto; Cissè. T: Ten Cate
Roma - Julio Sérgio; Motta, Mexes, Burdisso, Riise; De Rossi, Pizarro; Taddei, Brighi, Baptista; Vucinic. T: Claudio Ranieri

Foto: Site Oficial da Juventus

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