
Oleguer e Alessandro Del Piero disputam bola no Olímpico
O técnico Alberto Zaccheroni modificou o esquema tático da Juventus: voltou a atuar com quatro zagueiros e três meio-campistas (Marchisio, Felipe Melo e Sissoko). E essa tática foi ineficiente no primeiro tempo.
Diego, único homem fixo na armação das jogadas, corria da direita para a esquerda mas não conseguia sair da marcação de Enoh e De Zeeuw. Uma das razões de Diego não levar perigo ao gol de Stekelenburg foi a presença de Marchisio pela direita, deixando o brasileiro isolado.
O Ajax manteve por um longo período de tempo uma maior posse de bola do que a equipe caseira. Apesar de ter uma média de 52%, os holandeses não conseguiram importunar a meta do fraco goleiro austríaco Manninger, que substituiu Gigi Buffon – que sentiu uma lesão nos dias que antecederam a partida.
Vertonghen, que jogou muito bem o primeiro jogo nas costas de Zebina. Com Grygera na marcação, o lateral-esquerdo do Godenzonen mal apoiou, assim como o ótimo lateral-direito Van der Wiel, que foi seguido de perto pelo estabanado, porém eficiente, De Ceglie.
Sem Amauri, substituído por Trèzèguet aos 14 minutos da primeira etapa, que teve um incômodo muscular, a equipe bianconeri teve suas melhores chances em bolas paradas – cobranças de escanteio, cobradas por Del Piero. Na primeira delas, Momo Sissoko escorou na trave. Enoh salvou em cima da linha o cabeceio de Chiellini e, no lance seguinte, foi a vez de Eriksen salvar, da mesma maneira, a bola desviada por Legrottaglie.
O técnico Martin Jol promoveu, na etapa complementar, a entrada de Urby Emanuelson, Rommedahl e Suk. Era tudo ou nada para o Ajax. No time da casa, Zac colocou Diego deu lugar a Mauro Camoranesi – uma substituição um pouco estranha – e Candreva substituiu Del Piero nos minutos finais.
O jogo em si foi de um nível técnico baixíssimo, beirando a mediocridade, mas o segundo tempo conseguiu ser pior que o primeiro. Bom para a Juventus. Se classificou para as oitavas de final da Liga Europa.
E que venha o Fulham.
APLAUSOS:
Juventus: Giorgio Chiellini – Um monstro na zaga. Além de ter cometido poucas – ou nenhuma – faltas, não deixou os atacantes (principalmente Pantelic) jogarem.
Ajax: Urby Emanuelson – Fez mais do que todos os outros jogadores em apenas quinze minutos em campo. Mostrou porque é titular na Eridivisie.
VAIAS:
Juventus: David Trèzèguet – Entrou no lugar de Amauri com a função de um atacante: fazer gols. Quase não tocou na bola e ainda atrapalhou Del Piero numa chance clara de gol.
Ajax: Miralem Sulejmani – Sem o artilheiro Suarez, o sérvio foi a principal referência no ataque holandês. Não jogou nem 5% do que sabe.
Ficha técnica:
Juventus: Manninger, Grygera, Legrottaglie, Chiellini, De Ceglie; Sissoko, Felipe Melo, Marchisio; Diego (Camoranesi); Amauri (Trèzèguet), Del Piero (Candreva). T: Alberto Zaccheroni
Ajax: Stekelenburg, Van der Wiel, Alderweireld, Oleguer, Vertonghen; De Jong, Enoh (Rommedahl), De Zeeuw; Eriksen, Pantelic (Emanuelson), Sulejmani (Suk). T: Martin Jol
Árbitro: Laurent Duhamel (FRA)
Cartões amarelos: Felipe Melo (JUV); Vertonghen, Enoh e Eriksen (AJA)
Foto: EFE