Archive for August, 2010



Em 12 de setembro de 1982, a Juventus iniciou a Serie A com uma derrota fora de casa por 1 a 0 para a Sampdoria. Agora, 28 anos depois, a Vecchia Signora voltou a perder na estreia do campeonato. Os tempos são outros, porém.

Um time inteiro, praticamente, foi contratado para que a torcida esqueça do vexame da temporada passada – além da mudança de presidente e direção técnica. Seis destes reforços foram titulares contra o Bari. A derrota foi inesperada, claro. O golaço de Donati derrotou pela primeira vez a Juve nesta época.

O 4-4-2 de Delneri na Sampdoria estava bem encaixado. Ele mudou para Turim e tentou arrumar o time na sua formação, com os externos Pepe e Krasic. Sissoko havia jogado contra o Sturm Graz, mas Felipe Melo começou no San Nicola. O brasileiro fazia papel de segundo volante e atuava mais ofensivo – e quase marcou um bonito gol ao tabelar com Del Piero. Marchisio jogou como primeiro volante, recuadíssimo. Foi exatamente sobre ele que Donati girou para marcar.

No primeiro tempo, os bianconeri se negaram a marcar. Está certo que Pepe e Krasic, que começaram na esquerda e direita, respectivamente, mas trocaram de lado no meio do primeiro tempo, não deixavam Álvarez e Ghezzal livres. As entradas de Lanzafame e Martinez, no intervalo, só não mudou o panorama da partida porque o time de Puglia não aproveitou as chances. Os externos do Bari atuaram soltos na etapa final.

O time é novo, e bom. Mas os resultados não podem esperar.

* * *


O Milan fez o que um grande time tem de fazer se quiser competir com a Inter: vencer. E o fez bem contra o Lecce e Allegri começou com o pé direito a Serie A.

Logo na primeira partida da temporada, Ronaldinho fez uma ótima apresentação. Pato também. Aliás, os brasileiros foram os principais responsáveis pela última vitória contra o Lecce, na época 2008-09, por 2 a 0.

Massimiliano Allegri pregou Pirlo no médio-centro e liberou Ambrosini e Seedorf. O holandês podia encostar no trio ofensivo formado por Ronaldinho, Borriello e Pato. Lá atrás, Abbiati teve pouco trabalho, pois o Lecce foi inofensivo.

Com dois gols de Pato e um de Thiago Silva, os rossoneri brincaram de jogar bola. No segundo de Pato, Ronaldinho, pela meia, tocou a bola por entre dois defensores antes do ex-jogador do Internacional cortar o goleiro Rosati. Dinho até arriscou do meio-campo, depois de driblar três marcadores. Inzaghi, que marcou naqueles 2 a 0 de 2009, fez o quarto de cobertura.

Uma bela exibição milanista. Poderia ter sido muito mais se não fosse Rosati e os erros de Pato e Seedorf. E lá das tribunas estava Zlatan Ibrahimovic, ao lado de Silvio Berlusconi e Adriano Galliani, imaginando se esse Milan conseguirá quebrar a hegemonia do lado azul da cidade.

Na última temporada, só deu Inter. Quem terá força para domar a fera?

Os grupos da Liga dos Campeões 2010-11 foram sorteados nesta quinta, em Mônaco. Milan e Real Madrid editam jogos dessa fase da última temporada, Roma se dá bem e Inter é o time a ser perseguido.

Os jogos começam no dia 14 de setembro. Confira os grupos:

Grupo A: Inter, Werder Bremen, Tottenham, Twente

INTER

A campeã perdeu o atual melhor técnico do mundo, José Mourinho. A chegada de Rafael Benítez, porém, não torna a equipe menos fraca. Massimo Moratti segurou a base da equipe, novamente, e o treinador espanhol já conquistou a Supercoppa – uma excelente virada em cima da Roma, por 3 a 1.

A principal contratação nerazzurri é Philippe Coutinho, de 18 anos (comprado pela Inter aos 16). Nos jogos de pré-temporada nos Estados Unidos, o brasileiro foi um dos destaques da equipe na vitória por 3 a 0 contra o Manchester City – com direito a golaço do canhoto Biraghi, de 17 anos.

A meia ofensiva permanece com Pandev, Sneijder e Eto’o, mas Benitez inverteu os lados do camaronês e o macedônio. Milito sempre à frente do trio. O reserva imediato da “ponta” Mario Balotelli foi vendido ao time inglês por 30 milhões de euros – dinheiro que ainda pode ser investido na contratação de Javier Mascherano, sonho de Benitez.

O hexacampeonato italiano pode ser apenas questão de tempo antes de ter mais um troféu na Lombardia. Apesar da dificuldade da competição continental, a Inter é a equipe a ser batida.

Grupo B: Lyon, Benfica, Schalke 04, Hapoel Tel Aviv

Grupo C: Manchester United, Valencia, Rangers, Bursaspor

Grupo D: Barcelona, Panathinaikos, Copenhagen, Rubin Kazan

Grupo E: Bayern de Munique, Roma, Basel, Cluj

ROMA

O time mais sortudo da Itália. Enfrentará o poderoso vice-campeão europeu Bayern de Munique, mas escapou dos cabeças-de-chave Real Madrid e Manchester United, como bem lembrou Braitner Moreira.

Os giallorossi reeditam o confronto da fase de grupos da Liga Europa da época passada. Naquela oportunidade, vitórias dos mandantes: 2 a 0 na Suíça e 2 a 1 em Roma. Os romenos do Cluj protagonizaram uma vitória histórica no Olímpico, na Liga dos Campeões 2008-09, por 2 a 1 – com uma excelente exibição do meia argentino Emmanuel Culio.

À venda, a equipe romana trouxe dois bons free agents: o campeão brasileiro Adriano, que tem chances de brilhar no futebol italiano novamente – isso, claro, se voltar a forma física que um dia teve e não ter (ou ter menos) problemas extra-campo – e Fábio Simplício. Claudio Ranieri também terá que superar a perda de Nicolás Burdisso. Mexès não joga mais em alto nível e preocupa. Enquanto a indefinição do caso Burdisso segue, pois a Juventus também fez uma proposta a Inter, o irmão do zagueiro nerazzurri, Guillermo Burdisso, foi contratado junto ao Rosário Central.

O sucesso para uma eventual vice-liderança ainda depende da frequência de lesões de Francesco Totti. Se mantiver a forma dos últimos meses da última temporada, Vucinic tem tudo para fazer uma grande época.

Grupo F: Chelsea, Olympique de Marselha, Spartak Moscou, Zilina

Grupo G: Milan, Real Madrid, Ajax, Auxèrre

MILAN

O não-rejuvenescido Milan ainda é uma incógnita tanto na Serie A quanto na Liga dos Campeões. A diretoria rossonera aposta na qualidade de Massimiliano Allegri para botar o fogo necessário no Milan. Do Genoa, chegaram Papastathopoulos, Amelia e Prince-Boateng, que foi comprado pela equipe de Gênova junto ao Portsmouth e já repassado por empréstimo ao time da Lombardia.

Por ordem do chefe Berlusconi, Pato e Borriello devem começar a temporada como titulares. Ronaldinho virá de trás, assistindo ambos. O brasileiro, novamente, será “o cara” do Milan. Os jovens Strasser e Merkel, destaques da pré-época, devem sem figurinhas carimbadas no banco de reservas milanista e definitivamente serão bastante utilizados por Allegri.

As contratações de baixo custo revelam que a falta de vontade do presidente. Mas nunca se sabe… Com o indeciso Huntelaar e Pippo Highlander no banco, o Milan pode fechar com Ibrahimovic. A técnica e a força do sueco custaria uma boa quantia aos cofres da equipe, mas daria novo ânimo aos rossoneri. Outro especulado é Robinho, que voltou ao Manchester City, mas não deve ser utilizado por Roberto Mancini.

Longe da forma física ideal e com uma idade avançada, Abbiati, Zambrotta e Gattuso veem suas posições ameaçadas. O Milan liberou o ótimo Storari para a Juventus, mas o regular Amelia briga pela posição no gol; Sokratis tem grandes chances de iniciar as partidas entre os 11 no lugar de Zambrotta e Prince-Boateng tem uma excelente exibição na última Copa do Mundo em seu currículo, o que pode tirar de vez as futuras pretensões do antes indispensável Gattuso.

Grupo H: Arsenal, Shakhtar Donetsk, Braga, Partizan

A Samp de Pazzini deu show, mas foi eliminada

Na temporada 2009-10, Domenico Di Carlo havia montado um excelente ferrolho defensivo no Chievo, liderado pelo colombiano Yepes. Agora na Sampdoria, seu desafio inicial é (re)montar uma zaga forte e competitiva.

Os blucerchiati perderam o jogo de ida para o Werder Bremen por 3 a 1. O gol de Pazzini no fim da partida deu sobrevida aos italianos. E o início da partida no Luigi Ferraris foi incrível não só no campo. Nas bancadas, a torcida azul compareceu em massa e fazia barulho.

Os adeptos enlouqueceram após o segundo gol de Pazzini, ainda aos 13 minutos do primeiro tempo. A Samp foi superior ao Werder durante toda a primeira etapa. Os blucerchiati, aliás, não foram para o intervalo com uma vantagem de três gols porque Fritz salvou em cima da linha uma cabeçada de Pazzini.

Marko Marin, reserva na partida de ida, começava a infernizar a defesa azul, que se comportava bem. Tamanha pressão ao final do segundo tempo só foi aliviada com um gol de Cassano, de letra: 3 a 0 e garantia da vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões.

O céu estava próximo, mas o inferno era logo ali. Di Carlo resolveu mexer na equipe para segurar o jogo. Os italianos se acomodaram e veio o gol de Rosenberg, nos acréscimos. A torcida blucerchiata, atônita, não acreditava no que tinha acontecido. Uma Sampdoria abatida e abalada não conseguiu se impor frente a um renovado Werder Bremen, que marcou novamente com Pizarro e se classificou.

A Sampdoria concentrará suas forças na Serie A e na Liga Europa. Neste domingo, o time genovês encara a Lazio.

Na temporada 2009-10, Domenico Di Carlo havia montado um excelente ferrolho defensivo no Chievo, liderado pelo colombiano Yepes. Agora na Sampdoria, seu desafio inicial é (re)montar uma zaga forte e competitiva.

Os blucerchiati perderam o jogo de ida para o Werder Bremen por 3 a 1. O gol de Pazzini no fim da partida deu sobrevida aos italianos. E o início da partida no Luigi Ferraris foi incrível não só no campo. Nas bancadas, a torcida azul compareceu em massa e fazia barulho.

Os adeptos enlouqueceram após o segundo gol de Pazzini, ainda aos 13 minutos do primeiro tempo. A Samp foi superior ao Werder durante toda a primeira etapa. Os blucerchiati, aliás, não foram para o intervalo com uma vantagem de três gols porque Fritz salvou em cima da linha uma cabeçada de Pazzini.

Marko Marin, reserva na partida de ida, começava a infernizar a defesa azul, que se comportava bem. Tamanha pressão ao final do segundo tempo só foi aliviada com um gol de Cassano, de letra: 3 a 0 e garantia da vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões.

O céu estava próximo, mas o inferno era logo ali. Di Carlo resolveu mexer na equipe para segurar o jogo. Os italianos se acomodaram e veio o gol de Rosenberg, nos acréscimos. A torcida blucerchiata, atônita, não
acreditava no que tinha acontecido. Uma Sampdoria abatida e abalada não conseguiu se impor frente a um renovado Werder Bremen, que marcou novamente com Pizarro e se classificou.

A Sampdoria concentrará suas forças na Serie A e na Liga Europa. Neste domingo, o time genovês encara a Lazio.

Na temporada passada, a Juventus contratou Diego por 25 milhões de euros (R$ 71 milhões, à época) junto ao Werder Bremen. Com novas diretoria e treinador, houve uma especulação que o brasileiro, neste pré-época, fosse para a Baixa Saxônica. A disputa por posição com o eterno ídolo Del Piero seria um dos motivos de sua saída.

O jornal alemão “Bild” afirmou que Diego havia fechado a ida para o Wolfsburg por 16 milhões de euros. Dias depois, o Schalke 04 aumentou “a proposta” para 17 milhões. A Vecchia Signora só aceitaria vender Diego por 20 mi.

Nisso, Özil foi para Madrid. O Wolfsburg gostaria de um novo armador, mas segundo Klaus Allofs, diretor esportivo do clube alemão, “Não podemos comprar de volta um jogador como ele. É financeiramente impossível”.

Apesar disso, listei dez razões para a permanência de Diego em Turim.

1) É um dos poucos do atual elenco da Juventus que é capaz de dar toques de magia durante o jogo;

2) Sua venda não implicaria a chegada de outro jogador para a frente. Os atacantes que permanecem são suficientes;

3) Com a camisa bianconeri, tem treinado com dedicação e jogado muito bem;

4) Ao contrário de Felipe Melo, é um “bem” para o grupo;

5) Diego está à vontade jogando como segundo atacante;

6) Ele não precisa carregar o time nas costas como na última temporada, vai a linha de fundo e tenta arrematar mais a gol;

7) É um dos poucos capazes de fazer com que a bola chegue do meio-campo ao ataque com qualidade;

8) Tem uma resistência muscular impressionante;

9) Ganhou personalidade e se sente como um líder;

10) É um jogador completamente diferente daquele visto na pífia última época.

Rápido e rasteiro.

Pizarro faz graça com a Roma. Faltam poucos dias para recomeçar a Serie A...

1) Serie A tem os melhores uniformes

Os clubes italianos sempre têm os melhores kits. Temos o clássico listrado da Inter, Juventus e Milan, ao rossoblù do Genoa e Cagliari; a grande cruz do Parma ao bluecerchiato único da Sampdoria; do roxo da Fiorentina ao rosa do Palermo.

2) Serie A tem os presidentes malucos

É verdade. O pré-requisito para dirigir um time da Itália é você ser maluco. Ou quase isso. O Milan tem Silvio Berlusconi e suas namoradas “novas”; Claudio Lotito, da Lazio, sempre cita palavras em latim e passagens da Bíblia; Maurizio Zamparini, do Palermo, e Massimo Cellino, do Cagliari, são doidos de pedra; e Tommaso Ghirardi, do Parma, adora comida. E foram citados apenas cinco presidentes… De 20.

3) Treinadores lutam pelo ‘primeiro’ título

Pela primeira vez na História, todos os 20 treinadores da Serie A nunca conquistaram o scudetto. Alguém ganhará o primeiro, claro. E obviamente o espanhol Rafael Benitez e os italianos Massimiliano Allegri, Claudio Ranieri e Luigi Delneri têm maiores chances do que Massimo Ficcadenti, do Cesena.

4) Os medianos ganham chance

Internazionale, Milan, Roma e Juventus são cotados como favoritos ao título, porém os clubes medianos, como Palermo, Genoa, Sampdoria, Napoli e Fiorentina têm capacidade para surpreender – novamente – e obter resultados expressivos. Na Premier League é possível ver o Chelsea ou o Manchester United marcar sete gols em apenas uma partida. Os Blues, por exemplo, os placares elásticos contra Wigan (8 a 0), Stoke City (7 a 0), Aston Villa (7 a 1) e Sunderland (7 a 2) ajudaram no ataque dos 103 gols na temporada 2009-10. Na Serie A, um clube pequeno nunca leva de sete.

5) Inter parece menos encapetada

José Mourinho foi o grande responsável – e o principal homem – da Inter na temporada passada. Mas ele mesmo disse que o Calcio não gostava dele. E era recíproco. A permanência do “arrogante” treinador na Itália e suas constantes discussões com a imprensa o levaram a Inter a ser odiada. Mas com Benitez é diferente. Calmo, ele sabe lidar com a pressão e acalma os ânimos em Milão.

6) Melhores táticas e técnicos

Para quem adora táticas, a Serie A é “o lugar”. Dezoito dos 20 treinadores desta temporada (Mihajlovic é tão italiano quanto Roberto Begnini, já que fez sua carreira na Bota). Claro que o futebol italiano não é o mais excitante, mas os 4-2-3-1 e 3-4-2-1 utilizados com frequência na Serie A são excelentes.

7) O Fantasista

O fantasista é aquele jogador cerebral que cria uma jogada do nada e muda a partida em um instante. É aquele atleta que faz algo tão incrível que vale o preço do ingresso. Antonio Cassano (Sampdoria), Francesco Totti (Roma), Alessandro Del Piero (Juventus) e Antonio Di Natale (Udinese) e Stefan Jovetic (Fiorentina) são alguns dos jogadores que temos prazer de ver jogar toda semana.

8) Novidade nos grandes

Será interessante ver como os clubes grandes se portarão nesta temporada 2010-11, já que todos começam um novo ciclo. A Inter teve que se reajustar após perder José Mourinho, a Juventus se refez após o deplorável 2009-10 com um novo presidente (Agnelli) e novo técnico (Delneri), a Roma tenta continuar o excelente trabalho de Ranieri na última época – agora com Adriano e Fábio Simplício -, e Berlusconi colocou à frente do Milan o jovem e promissor Allegri, ex-Cagliari. Há de mencionar também a Fiorentina sem Prandelli e o Napoli e o Palermo em seus primeiros anos completos com Mazzarri e Delio Rossi, respectivamente.

9) Não há craques na Serie A, mas ainda temos alguns bons jogadores

A Itália não é o local onde jogam as maiores estrelas do futebol mundial. Não temos Leo Messi, Cristiano Ronaldo ou Erjon Bogdani. Oh, nós temos Bogdani. Mas ainda assim há vários jogadores talentosos na Serie A e, apesar de não serem muito conhecidos ou valerem 130 milhões de dólares, ainda é um prazer vê-los jogar.

10) Times italianos são os melhores

Mas isso é senso comum.

(vi no The Offside)

Rubinho conquistou dois títulos paulistas antes de jogar pela primeira vez na Itália. Ao fim de seu empréstimo ao Hellas Verona, o Corinthians vendeu o goleiro para o Vitória de Setúbal, para substituir Marcelo Moretto, negociado com o Benfica.

Na temporada passada, o goleirão de 27 anos assinou com o Palermo no dia do seu aniversário, após uma excelente época com o Genoa – que foi o 5º na Serie A. Ao substituir Marco Amelia, o brasileiro teve atuações muito inseguras e o técnico Walter Zenga o tirou do time titular. O jovem Sirigu segurou a barra no gol rosanero.

Rubinho foi emprestado ao Livorno e, surpresa, também esquentou o banco. Está certo que ele participou de 11 partidas pelo clube da Toscana, mas De Lucia era o preferido de Serse Cosmi.

O goleiro entrou de férias sabendo que retornaria ao Palermo no verão, obviamente sabendo – mas não querendo – começar na reserva esta temporada. E o Chievo entrou na história.

Stefano Sorrentino não era um goleiro excepcional – até hoje -, mas ao sair do Torino em 2005 com destino à Atenas, para defender o AEK, o jogador tornou-se um dos melhores de sua posição na Itália. Retornando ao Chievo, em 2008, ele provou que melhorou bastante, com ótimo reflexo e posicionamento. Marco Amelia não impressionou no Genoa e foi cedido ao Milan. Tão logo, os rossoblù tentaram contratar Sorrentino.

Do outro lado havia o time de Verona. Já crédulos que perderiam o goleiro para o clube de Gênova, o Ceo começou a observar Rubinho. O panorama era: Sorrentino ia para o Genoa, enquanto Rubinho assinava com o Chievo. Mas também havia a opinião do atual goleiro do Chievo. Sorrentino não quis assinar pelos rossoblù – até porque o Genoa contratou Eduardo, que impressionou na Copa do Mundo defendendo a seleção portuguesa.

O panorama mudou ainda mais: o Palermo não quer Rubinho. O Chievo quer, mas não com Sorrentino na equipe. O presidente rosanero Maurizio Zamparini afirmou que não se interessava com o que o Chievo achasse e mandaria a assinatura de Rubinho para a Lega, enviando o jogador para Verona – coisa que não aconteceu.

Uma alternativa seria uma transferência para a Udinese, que já tinha sondado o jogador devido a possível saída de Samir Handanovic para o Arsenal. O clube inglês, porém, decidiu não assinar com o esloveno.

Que férias.

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